sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Cientistas avançam nas pesquisas de vacina contra hepatite C

Tecnologia baseada em pseudopartículas virais não permitem multiplicação viral



Uma equipe de pesquisadores europeus obteve resultados promissores com uma nova estratégia para desenvolver uma vacina contra a hepatite C, uma doença que afeta 200 milhões de pessoas e mata 50 mil no mundo a cada ano.

Até o momento não existe qualquer vacina contra o vírus  da hepatite C (VHC), transmitido essencialmente pelo sangue (drogas por via intravenosa, transfusões, transplante de órgãos e etc) e que causa graves complicações, como insuficiência hepática e câncer de fígado.

O estudo europeu, coordenado pelo especialista francês David Klatzmann e apoiado pela Agência francesa de Pesquisas sobre a Aids e Hepatites Virais (ANRS, na sigla em francês), analisou uma tecnologia baseada no uso de "pseudopartículas virais", estruturas artificiais que se parecem com partículas virais mas não representam risco porque carecem de material genético e não permitem a multiplicação do vírus.

Estas pseudopartículas já foram utilizadas, por exemplo, na vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), causa de vários tipos de câncer genital.

A novidade do estudo publicado na quarta-feira (3) na revista Science Translational Medicine reside na aplicação de pseudopartículas virais "quimeras", construídas com fragmentos procedentes de dois vírus diferentes. Neste caso, a pseudopartícula deriva de um retrovírus de rato recoberta com proteínas do VHC.

Os pesquisadores observaram que, ao reagir a vacina com pseudopartículas virais, a produção de anticorpos neutralizou o vírus VHC em ratos e macacos.

Estes anticorpos se revelaram capazes de induzir uma imunidade contra os diferentes subtipos de VHC, algo inédito até o momento.

A técnica poderá ser ampliada a vacinas contra outras doenças, como a Aids (HIV) e a dengue.




Fonte: AFP

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Conselho Federal de Medicina cria novas áreas de atuação médica



Além das Medicinas do Sono, Paliativa e Tropical, que passam a existir oficialmente, também foram ampliadas as áreas de atuação de Medicina de Dor e da Hepatologia
A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) 1973/2011, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (1º), cria três novas áreas de atuação médica: medicina do sono, medicina paliativa e medicina tropical. Área de atuação é um ramo de especialidade médica. Ao ingressar em programa de residência da especialidade infectologia, por exemplo, o profissional pode, a partir de agora, receber treinamento adicional específico na área de medicina tropical.
“Mudanças nas características de determinados ramos da medicina exigem adaptações de nomenclatura e de distribuição das atenções profissionais; isso é próprio do caráter orgânico da profissão”, avalia Carlos Vital, 1º vice-presidente do Conselho e membro da Comissão Mista de Especialidades. A resolução nº 1.973/11 foi aprovada pelo CFM e entra em vigor na data de sua publicação.
Medicina paliativa – A resolução do CFM associa a área de medicina paliativa às especialidades clínica médica, cancerologia, geriatria e gerontologia, medicina de família e comunidade, pediatria e anestesiologia. De acordo com a médica Maria Goretti Sales Maciel, diretora do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, a criação da área traz mais visibilidade a um tipo de trabalho médico que já existe e é realizado com rigor científico.
“A medicina paliativa foi reconhecida no Reino Unido em 1987. A assistência e os estudos da área avançaram muito desde então; processo análogo deve ocorrer aqui”, ressalta Maciel, que é membro da câmara técnica sobre terminalidade da vida e cuidados paliativos do CFM e foi a primeira presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP).
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 65% dos portadores de doenças crônicas que ameaçam a vida necessitam de cuidados paliativos. Com a publicação da norma que cria esta área, a comissão nacional de medicina paliativa da Associação Médica Brasileira (AMB) definirá os critérios para o reconhecimento dos primeiros paliativistas titulados do país.
Medicina tropical – A área de atuação medicina tropical, vinculada à especialidade infectologia, é dedicada ao estudo e tratamento de doenças como malária, febre amarela, dengue, esquistossomose e leishmaniose, típicas de regiões tropicais. Na avaliação do médico Juvêncio Dualib, chefe do setor de infectologia do Hospital de Heliópolis, em São Paulo, a especialidade é derivada do campo de estudo da medicina tropical, mas atualmente abrange um vasto número de doenças.
“A medicina tropical ocupa importante espaço da infectologia, por isso há infectologistas que se dedicam especificamente a doenças tropicais; com o reconhecimento da área, os pacientes passarão a saber que existem especialistas dedicados a esse grupo específico de doenças”, afirma. Dualib é professor da Faculdade de Medicina do ABC e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, instituição que deverá aplicar as provas a que deverão se submeter os médicos que buscarem titulação na nova área.
Outras mudanças – Com a resolução publicada nesta segunda, a área de atuação dor, que era associada somente às especialidades anestesiologia e neurologia, passa a ser associada adicionalmente a acupuntura, medicina física e reabilitação, neurocirurgia e ortopedia e traumatologia. Além disso, a especialidade medicina legal passa a ser denominada medicina legal e perícia médica. Deixaram de ser tratadas como áreas de atuação: cirurgia de coluna, perícia médica, reprodução humana e medicina aeroespacial. Também houve ampliação no número de especialidades vinculadas à área de atuação hepatologia, que, a partir de agora, ainda manterá ligações com a clínica médica e a infectologia.

Ceará registra recorde de transplantes entre janeiro e julho de 2011

Já foram realizados 619 transplantes de janeiro ao dia 22 de julho de 2011.
Este ano o Ceará realizou o 1º transplante de pulmão do Norte/Nordeste.


Do G1 CE
 

O Ceará registrou um recorde de transplantes nos sete primeiros meses de 2011. Até a última sexta-feira (22) foram feitos 619 transplantes contra 516 procedimentos de janeiro ao dia 22 de julho de 2010. Entre os procedimentos destaca-se o feito no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes.
A superação dos números é registrada em diferentes órgãos transplantados. As 20 equipes transplantadoras existentes no Ceará realizaram, este ano, 146 transplantes de rim (138 no mesmo período de 2010), 358 de córnea (269 no ano passado), 12 de coração (11), 85 de fígado (64), 5 de pâncreas (4) e, ainda, 1 de esclera (12), 8 de medula óssea (10) e 3 de valva cardíaca (8).
Ranking nacional
O Ceará ocupa boas posições no ranking nacional de transplantes. No ano passado, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), foi o primeiro Estado do Nordeste e terceiro do país em transplantes de coração, com 16 procedimentos realizados. Ficou também em primeiro lugar no Nordeste e em segundo lugar no país em transplantes de fígado, realizando no ano passado 113 transplantes. Com o seis transplantes de pâncreas realizados em 2010, o Ceará ficou em primeiro lugar na região e em terceiro no Brasil. Os 232 transplantes de rim colocaram o Ceará mais uma vez em primeiro do Nordeste e em quinto do país.

IJF registra recorde de atendimento

Em julho, o IJF recebeu 675 vítimas de acidentes de moto. O número representa 48,2% de atendimentos de violência no trânsito


      

Média de 21 pessoas deram entrada por dia no IJF em julho vítimas de acidentes de moto (DEIVYSON TEIXEIRA) Média de 21 pessoas deram entrada por dia no IJF em julho vítimas de acidentes de moto (DEIVYSON TEIXEIRA)
Em cada um dos dias de julho, cerca de 21 pessoas foram vítimas de acidentes de moto no Ceará. A média, baseada em dados do Instituto Doutor José Frota (IJF), hospital referência no atendimento a trauma no Estado, foi a maior registrada este ano. Nos 31 dias do mês de férias, foram realizados 1.400 atendimentos a vítimas do trânsito. Desse total, 675 (ou 48,2%) envolviam moto. Para o diretor executivo do IJF, Casemiro Dutra, entre os motivos estão o aumento no número de motocicletas e a constante exposição a acidentes, durante as férias.

Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em todo o Estado há mais motos do que carros. São 703.734 automóveis contra 763.002 motocicletas. “As motocicletas facilitam a vida, mas devem ser usadas com responsabilidade. Se não, vira um problema de saúde pública”.

Em períodos de férias e feriados, a situação é ainda pior. Segundo o médico, as unidades de saúde já “se preparam para catástrofes no trânsito”. “De folga, as pessoas se expõe a muitos acidentes, se excedem muito. E costumam associar álcool e direção. É um risco grande”.

Entre os acidentados, a maioria é homem, entre 15 e 45 anos. Além disso, segundo Dutra, boa parte (60%) vem do Interior. “Não há controle rigoroso quanto ao uso de capacete, ao número de pessoas em cima da moto, por exemplo”, critica.

Quem sofre acidente de moto, por ficar com o corpo muito exposto, costuma chegar ao hospital com várias fraturas (politraumatismo). De acordo com Casemiro, a maior parte tem fratura nas pernas. Há também risco de hemorragia interna no fígado, baço e intestino, além de traumatismo cranianoencefálico.

Custo
Por causa das várias fraturas, o médico explica que acidentes de moto custam caro. Além das sequelas físicas, o valor gasto é alto. Geralmente, o paciente necessita de atendimento de alta complexidade e o custo diário é de R$ 173, segundo o IJF. Alguns acidentados podem ficar até um ano, entre idas e voltas ao hospital, para fazer cirurgias. Um semestre, por exemplo, pode custar até R$ 31.140. “Precisamos investir em educação no trânsito, principalmente no Interior, para evitar que isso onere a saúde”, opina Casemiro Dutra.

Para tentar reduzir os acidentes no Interior, o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) aposta em fiscalização. No entanto, segundo o gerente de Fiscalização do órgão, Pedro Forte, há apenas duas equipes permanentes para fiscalizar todos os municípios do Interior. “Essas equipes são voltadas ao trabalho com motos. Esta semana estamos na região de Acaraú, no Norte do Estado”. O foco é na falta de capacete e de habilitação. “São as duas infrações que mais encontramos”.


ENTENDA A NOTÍCIA
De acordo com o Denatran, há mais motos, em todo o Ceará, do que carros. A facilidade de ter uma moto tem contribuído para o aumento no número de acidentes. Somente em junho, o IJF atendeu 675 vítimas de acidentes de moto.

ACIDENTES DE MOTO (2011)

Janeiro: 570
Fevereiro: 537
Março: 494
Abril: 623
Maio: 552
Junho: 527
Julho: 675

ACIDENTES EM JULHO (2011)

Abalroamento: 20
Moto: 675
Atropelamento: 250
Capotamento: 35
Colisão: 299
Queda de Bicicleta: 109
Queda de Carro em Movimento: 12

ACIDENTES DE MOTO (JULHO DE 2010 A JULHO DE 2011)

Julho (2010): 582
Agosto (2010): 564
Setembro (2010): 582
Outubro (2010): 611
Novembro (2010): 555
Dezembro (2010): 592
Janeiro (2011): 570
Fevereiro (2011): 537
Março (2011): 494
Abril (2011): 623
Maio (2011): 552
Junho (2011): 527
Julho (2011): 675

FONTE: IJF


Gabriela Meneses
gabrielameneses@opovo.com.br

Sem médico, pediatria do Frotinha fecha

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Saúde agoniza: os nove pediatras do Frotinha de Antônio Bezerra não dão conta da quantidade de pacientes; o atendimento está reduzindo a demanda total em até 50%
KID JUNIOR

Pela falta de especialistas, diretoria está encaminhando crianças para o Gonzaguinha da Barra
O olhar sofrido do pequeno Mateus Vinicius Barroso, 9, revela o cansaço de quem já peregrinado por dois postos de saúde e achava que no Hospital Distrital Evandro Aires de Moura, conhecido como Frotinha de Antônio Bezerra, iria encontrar alívio para as dores de cabeça que lhe atormentam há semanas.

Para a surpresa do garoto e de outras dezenas de doentes, a pediatria fechou as portas em definitivo, não havia especialista de plantão no local ontem. A direção está sugerindo o encaminhando dos pacientes mais graves para o Gonzaguinha da Barra do Ceará, 18 km de distância.

Demanda
Conforme o diretor clínico do Frotinha, Marcus Almeida, o processo de desativação não é recente, já vem há dois anos. No quadro de pediatras, a defasagem é grande, afirma. "Teríamos que ter 18 especialistas, mas, no momento, só estamos com nove servidores que não dão contam da demanda e vão ser remanejados. É angustiante ter que ver as crianças voltando sem atendimento", desabafa. Para o diretor, a falta de profissionais especializados nesta área é uma realidade já bem conhecida do serviço público.

Concursados já teriam sido chamados mas não atenderam a convocatória. Segundo Almeida, quando todos os médicos estão no plantão, são realizados uma média de 600 procedimentos por dia, 18 mil a cada mês.

Com a escassez, o atendimento no Frotinha está reduzindo a demanda total em até 50%. No fim do ano passado, a enfermaria infantil já havia sido desativada e agora as internações de crianças não estão mais sendo feitas. "Os oito leitos da pediatria vão para os pacientes da clínica geral. Estamos recambiando tudo", lamenta.

Quando recebeu a notícia do fechamento, a dona de casa Andressa Átila não se conteve em lágrimas, não sabia onde iria tratar o filho, de apenas quatro meses, que sentia fortes dores abdominais. "Criança tinha que ser prioridade e não ficar sendo jogada de hospital em hospital", diz. Durante cerca de 20 minutos que a equipe de reportagem esteve na porta da emergência do Frotinha, oito crianças voltaram para a casa sem atendimento especializado.

No entanto, a problemática da falta de profissionais não se reduz a área da pediatria, afirma o diretor clínico da unidade de saúde. Ontem à tarde, não havia também clínico geral no plantão. "Temos uma necessidade de 18 clínicos, só tem dez, mas nem todos estão na ativa", diz. Faltam médicos na segunda à noite, terça-feira de manhã e tarde, quinta-feira à noite e durante toda a sexta-feira.

Segundo o coordenador de gestão hospitalar da Prefeitura, Helly Ellery, ampliações estão previstas. "A taxa de ocupação dos leitos em pediatria tem sido baixa, cerca de 40%. Alguns profissionais serão remanejados e nenhuma paciente deixará de ser atendido", informa.

PREFEITURA
Baixo salário oferecido tem afastado os profissionais
A gestão municipal aponta a falta de profissionais como um dos principais motivos para o fechamento das pediatrias na rede pública. Já, a Cooperativa dos Pediatras do Ceará (COOPED-CE) refuta a informação e diz que a culpa são os baixos salários oferecidos e a precariedade da estrutura de trabalho.

"Este fenômeno da escassez de pediatras é uma realidade no País inteiro. A sobrecarga de atendimento é grande e a remuneração não é um atrativo. O piso do médico está preconizado nacionalmente em cerca de R$ 9 mil e em Fortaleza pagam muito menos que a metade disto", afirma o presidente da Cooperativa, pediatra João Borges.

Prova disto é a convocatória do último concurso municipal para a área, afirma o coordenador de gestão hospitalar, Helly Ellery. "Chamamos 20 aprovados e até agora só oito apareceram. Vamos nos planejar para trabalhar com o que temos e remanejá-los. Oferecemos salários adequados, sim",diz.

Para Borges, a grande demanda de trabalho e a má condição de atuação nas emergências públicas são alguns dos fatores de repulsa. "A gente percebe queda do interesse já na graduação. Antes 13% dos alunos saiam da faculdade direto para a residência pediátrica. Hoje menos de 9% desses graduados topam a carreira, tanto na rede pública como na privada", ressalta.

IVNA GIRÃO
REPÓRTER

O NOVO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA

INFORMATIVO CREMEC
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO CEARÁ
R. Floriano Peixoto, 2021 - José Bonifácio
Fone: 3230.3080 Fax: 3221.6929
CONCURSO DE MONOGRAFIAS
PROF. DALGIMAR BESERRA DE MENEZES
TEMA 2011:
O NOVO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA
Os candidatos deverão apresentar uma monografia de 10 (dez) a 30 (trinta) laudas, digitadas em fonte arial tamanho 12 e com espaço duplo de um único lado da folha tamanho ofício (incluir cds).
Os trabalhos deverão ser inéditos; podendo conter ilustrações.
Poderão se inscrever no concurso os médicos em geral e estudantes de medicina do Ceará e de todos os outros estados brasileiros.
O Julgamento dos trabalhos será feito por uma comissão indicada pelo CREMEC.
Os candidatos deverão inscrever-se sob pseudônimo e juntar ao trabalho envelope lacrado com o nome verdadeiro.
Os conselheiros do CREMEC poderão participar, ser classificados, mas não farão jus aos prêmios.
Os trabalhos deverão ser entregues em 03 (três) vias na sede do CREMEC, à Rua Floriano Peixoto, 2021 - bairro José Bonifácio, até o dia 23 de setembro de 2011.
Os Trabalhos submetidos não serão devolvidos; passarão a ser propriedade do CREMEC e poderão ser publicados. Na eventualidade de publicação, a comissão julgadora do concurso poderá excluir trabalhos que achar não qualificados.
Quatro (4) prêmios serão conferidos, dois (02) para médicos e dois (02) para estudantes de medicina; o primeiro lugar dos médicos receberá R$ 2.000,00( dois mil reais), o segundo R$ 1.000,00 (um mil reais); o prêmio do primeiro lugar para estudantes será de R$ 1.000,00 (um mil reais) e do segundo de R$ 500,00 (quinhentos reais).
Cons. Ivan de Araújo Moura Fé
Presidente do CREMEC

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ceará sedia pós em cardiologia

O primeiro doutorado em cardiologia da Região Nordeste teve aula inaugural realizada na tarde de ontem. O curso, terceiro do País, é uma parceria do Hospital de Messejana (HM) Dr. Carlos Alberto Studart Gomes com o Instituto do Coração, da Universidade de São Paulo (Incor/USP). No Ceará, as universidades Estadual e Federal são parceiras da iniciativa. São 14 cardiologistas nesta primeira turma.

O coordenador do doutorado, Ítalo Martins, explica que a iniciativa pretende incentivar a pesquisa na área. “Queremos formar massa crítica para criarmos nossa própria pós-graduação. Com doutores formados, podemos fazer outras turmas”, diz.

O curso tem duração de quatro anos. Pelo menos nove meses deverão ser de estágio no Incor, de onde vêm os orientadores e professores. “As pesquisas agora serão com base na nossa realidade e poderão ser aplicadas aqui, com algo que os alunos conhecem bem”, destaca Martins.

Segundo a diretora do HM, Socorro Martins, a iniciativa é parte do investimento em ensino e pesquisa, duas das missões da unidade. “O hospital vai ter um grupo técnico mais qualificado. Você vai fazer pesquisas que podem ser usadas em nossos pacientes. E as teses de doutorado podem mostrar perfil diferenciado do nosso paciente”, cita.

O cardiologista Ronaldo Mont’Alverne, aluno do doutorado, cita que a pós-graduação chamará a atenção dos médicos para a importância da pesquisa. “Poderemos entender, por exemplo, se o enfarto daqui é igual ao dos Estados Unidos”, comenta.

30.07.2011| 01:30

Procedimento cirúrgico realizado em Fortaleza é destaque em congresso nos EUA

A sinuplastia, cirurgia que consiste em tratar a sinusite sem cortes, foi destaque nesta sexta-feira (29) no Sinus Forum 2011, o maior congresso médico de Nova York (Estados Unidos), diretamente de uma exibição de Fortaleza.

O Dr. João Flávio Nogueira Jr. (especialista que trouxe a inovação para o Ceará) e sua equipe foram aplaudidos de pé por mais de 1.500 participantes do congresso após o término das cirurgias, realizadas no Hospital São Carlos e exibidas ao vivo pela internet. Cerca de 40 médicos e alunos de Medicina também acompanharam o procedimento, no próprio hospital.

Para a realização da sinuplastia, um balão é utilizado para dilatar e desobstruir os seios nasais. O fato de o procedimento não ter cortes permite um pós operatório mais tranqüilo.

Veículo: Jangadeiro OnlineData: 29/07/11

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mil pessoas na fila de espera por cirurgia bariática

Mil pessoas na fila de espera por cirurgia bariática

Publicado em 31 de julho de 2011
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O médico Marcos Paulo Lopes fala sobre o procedimento: já foram realizadas 456 operações no HGCC
FOTO: ANTONIO DUARTE
No Ceará, o Hospital Geral César Cals é o único que realiza reduções de estômago; a procura aumenta a cada ano
Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida através da perda de peso, cada vez mais pessoas procuram os procedimentos cirúrgicos. O Hospital Geral César Cals (HGCC), único que realiza cirurgias bariátricas - de redução do estômago - pela rede pública no Ceará, possui em torno de mil pessoas na fila à espera para fazer o procedimento. A cada ano, a procura só aumenta. De acordo com o presidente da Associação dos Obesos e Ex-obesos do Ceará, Rubem Costa de Oliveira, a demanda cresce cerca de 15% ao ano.

Desde que foi criada a Unidade de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do HGCC, no dia 24 de janeiro de 2001, já foram realizadas 456 cirurgias ao todo.

Por semana, dois procedimentos são feitos na unidade, sempre às quartas e sextas-feiras. Se continuar neste ritmo, a expectativa é de que até janeiro de 2012, seja atingida a média de 500 procedimentos.

O cirurgião bariátrico Francisco Ney Lemos destaca que o HGCC é um dos poucos no País que faz a cirurgia da obesidade por vídeo (videolaparoscopia). O especialista informa que, pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), a operação custa cerca de R$ 12 mil. Mas, quando feita em unidades particulares, o valor praticamente duplica, variando de R$ 20 a R$ 22 mil.

O tempo médio de espera também é longo. Desde a primeira consulta, ainda no posto de saúde, até chegar ao programa da obesidade, leva em torno de dois anos. No entanto, uma vez que a pessoa consegue entrar no programa, o tempo médio de espera é de seis meses a um ano.

A demora se deve, segundo o cirurgião Rubem Costa, ao grande número de consultas que tem de ser feitas, geralmente na rede pública. Outro fator agravante é o acréscimo na demanda, principalmente porque o HGCC é referência no Norte e Nordeste na realização deste tipo de cirurgia. "Vem gente de vários estados fazer o procedimento conosco", afirma Rubem Costa.

A professora Carmelita Fernandes Afonso Rodrigues, 48, chegou a pesar 175kg. Atualmente, tem 161kg e está na fila à espera por uma cirurgia bariátrica no HGCC.

Em setembro de 2006, ela entrou no programa da obesidade, mas não pôde realizar o procedimento porque era fumante. A burocracia para conseguir fazer os exames é outro fator que aponta como empecilho para agilizar o processo.

Por causa do peso, sofre de pressão alta, colesterol elevado e sente dormência nas pernas. Até para se levantar sente dificuldades. Há seis meses, Carmelita colocou um balão intragástrico e, provavelmente, no próximo mês de agosto passará pelo procedimento cirúrgico. "Estou preparada. Depois de cinco anos, a gente se sente bem, pronta para fazer a operação", diz.


Preço
12mil reais é quanto custa a cirurgia pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Em unidades particulares, o valor varia de R$ 20 a R$ 22 mil, segundo o cirurgião bariátrico Francisco Ney Lemos


PROTAGONISTA
História de sucesso
O digitador Paulo Sérgio da Silva, 43, fez a cirurgia bariátrica há 15 dias. Ele conta que estava se sentindo esteticamente mal, além de sofrer de artrose, pressão alta e ter medo de desenvolver diabetes. Antes do procedimento, estava com 142kg, se operou com 128kg. Depois do procedimento, já perdeu oito quilos. "Eu aconselho a qualquer pessoa obesa que procure a rede pública para fazer a bariátrica, é um privilégio que o Estado nos oferece". Para conseguir a cirurgia, ele passou três anos na fila de espera, mas garante que valeu a pena.

Paulo Sérgio da Silva, 43 anos

OBESIDADE
Cerca de 95% dos operados conseguem manter o peso
Cirurgião afirma que muitas doenças são evitadas, mas alerta para a importância do acompanhamento
Em torno de 95% a 97% das pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 que se submetem à cirurgia bariátrica perdem peso e mantêm o peso perdido. Com isso, como explica o cirurgião do aparelho digestivo, Rodrigo Babadupulos, eles ficam mais distantes das patologias relacionadas com a obesidade. São mais de 200 patologias ligadas diretamente com o sobrepeso.

"Quanto mais obeso, mais essa patologias estão presentes", destaca o especialista. Hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, apneia do sono, doenças osteoarticulares (por sobrecarga), doença arterial coronariana (que pode levar ao infarto), acidente vascular cerebral, são algumas dessas doenças.

Babadupulos explica que a cirurgia bariátrica surgiu para pacientes com obesidade mórbida que possuem insucesso no tratamento clínico.

O especialista alerta que ela não funciona como uma porta, onde a pessoa entra obesa e sai magra, envolve também um tratamento com diversos profissionais. Por isso a importância do acompanhamento pré-operatório, especialmente do ponto de vista psicológico e nutricional, para que a pessoa entenda que sua vida irá mudar.

"O paciente vai ganhar uma ferramenta que vai fazer com que ele esteja farto com pouco alimento, que tenha saciedade por mais tempo e menos do que ele comeu será absorvido (dependendo da técnica que for empregada), o que não exclui a necessidade de ter mudanças nos hábitos alimentares", destaca o cirurgião.

Para quem está interessado no procedimento, o especialista reforça que não se trata de uma cirurgia plástica, mas sim um procedimento que vai tirar do paciente os riscos da obesidade. Para fazer a cirurgia, o paciente obeso precisa perder cerca de 10% do peso. Após a operação, ela perde em média 35% a 40% do peso.

A dona de casa Elzanira de Sousa Castelo Branco, 35, é uma das que fez a cirurgia bariátrica. Antes da operação, seu peso era 100kg. Agora, graças ao acompanhamento nutricional que segue rigorosamente, mantém os 60kg. Hoje, um ano após a cirurgia, ela conta que sua vida mudou, que se sente mais feliz e que as pessoas se aproximam mais dela.


LUANA LIMA
REPÓRTER

IJF atendeu 1.197 pacientes no fim de semana

IJF atendeu 1.197 pacientes no fim de semana
A Prefeitura de Fortaleza, através do Instituto Dr. José Frota (IJF), realizou 1.197 atendimentos no último fim de semana – compreendido entre sexta-feira, 29 de julho, até esta segunda-feira, 1° de agosto. O hospital atendeu 170 casos de violência no trânsito. Foram 2 vítimas de abalroamentos, 95 de acidentes de moto, 30 de atropelamentos, 1 de capotamento, 35 de colisões, 5 quedas de bicicleta e 2 quedas de carro em movimento.
O IJF recebeu, ainda, 35 vítimas de agressões físicas, 16 de lesões por arma branca e 10 por arma de fogo. Também chegaram ao hospital 54 vítimas de quedas da própria altura, 22 de picadas de animais peçonhentos, 34 de queimaduras, além de 13 pacientes envolvidos em acidentes na prática de esportes ou ambientes esportivos.