segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Fim de semana pouco movimentado no IJF

"Fim de semana com movimento abaixo da média no Instituto Doutor José Frota, em Fortaleza. O maior hospital de traumas do Ceará teve menos da metade de atendimentos realizados aos sábados e domingos. Em compensação os plantões de quinta e de sexta-feira foram normais o que deixou o IJF mais uma vez lotado.Da última quinta-feira até a tarde deste domingo, 870 pacientes deram entrada no hospital. Os dois primeiros dias de 2009 foram os mais críticos, com 624 pessoas, números que seguem a média de atendimento da unidade. Já no sábado, foram 154 pacientes. A maioria, vítimas da violência. Sete delas de agressões físicas, cinco de lesões por arma e cinco por armas de fogo. No domingo, até o fim da tarde, apenas 152, quase metade da média de atendimentos. Boa parte dos casos, acidente de moto, cinco ao todo. Para os médicos, a redução ainda é conseqüência da Lei da Seca.Apesar do balanço positivo do feriadão, o IJF funciona ainda além da capacidade. Mesmo com a trasferência de 13 pessoas para outros hospitais, mais de 60 pessoas estão internadas só na emergência. Quase a metade, nos corredores à espera de leitos."
Fonte:Texto reproduzido da Tv Diário

sábado, 3 de janeiro de 2009

IJF atende a 320 no plantão do Ano-Novo











Em Fortaleza mais uma vez a mistura álcool e direção foi responsável pela maioria das ocorrências atendidas no Frotão, sobrecarregando a emergência (Foto: Adriana Pimentel)

Trânsito continua à frente dos atendimentos. Foram 31 acidentes de moto, 17 atropelamentos e 27 traumasO Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro, realizou 320 atendimentos no plantão do Ano-Novo, compreendido entre as 19 horas do dia 31 de dezembro e as 17h30 do dia 1º de janeiro. Mais uma vez a mistura álcool e direção foi responsável pela maioria dos casos. Foram 75, somente os acidentes com motos, atropelamentos e casos de traumas. Para o chefe da equipe de plantão do Frotão, Gersivan Gomes, a questão impressiona mais uma vez e deve servir para sensibilizar a sociedade na adoção de medidas preventivas, como não beber e dirigir e usar sempre o capacete.Os reflexos da violência urbana também podem ser sentidos na emergência do hospital. No total, 34 pacientes atendidos na unidade foram vítimas de agressão física.De acordo com o médico, durante as festas da virada do ano, é comum o uso de fogos de artifício. É também nesta época que o Centro de Tratamento de Queimados do IJF recebe mais vítimas por queimaduras ou outros acidentes causados por explosivos. Durante o plantão do Réveillon, 20 pessoas deram entrada no hospital devido ao mau uso dos equipamentos pirotécnicos.O hospital contou no feriadão com um incremento de 40% na quantidade de medicamentos e material médico-hospitalar, além do pleno funcionamento de todos os seus equipamentos, como raio-x e tomógrafos. O hospital também funcionou com a equipe médica e de enfermagem completa.No total, o IJF conta com 36 médicos a cada 12 horas de plantão. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, 100 macas novas, além do total que o hospital já dispõe, foram utilizadas.Durante o feriadão, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) disponibiliza, além de sua frota de 22 ambulâncias, uma unidade extra do tipo UTI móvel, direcionada à festa de Réveillon.Ao todo, foram 18 unidades de suporte básico e cinco unidades de suporte avançado (UTIs móveis), com equipes formadas por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e condutores de veículos de urgência.As equipes da unidade foram posicionadas estrategicamente de acordo com os locais de maior aglomeração de pessoas e suas vias de acesso.
LEDA GONÇALVES Repórter

IJF COM SUPERLOTAÇÃO

O Instituto Doutor José Frota, a maior emergência do Ceará, manteve a tradição: entrou o ano novo superlotado. Nos corredores, pacientes em macas. Segundo plantonistas, a maioria dos casos consequecia de acidentes envolvendo motocicleta e bebida.Houve também muitos casos de queimaduras. Foram 18 vítimas, de um total de170 atendimentos.
fonte: Eliomar de Lima

IJF registra 320 atendimentos no dia do Réveillon

"Nas últimas 24 horas, 320 pessoas foram atendidas na emergência do Instituto Doutor José Frota (IJF). Vítimas de acidentes de carro, moto e de queimaduras provocadas pelos fogos do Réveillon. O atendimento ficou lento e alguns pacientes tiveram de ser transferidos.Na tarde desta quinta-feira (01), mais um paciente voltou para casa depois de uma manhã na emergência. O IJF viveu um dia de corredores lotados. Pacientes demais para um plantão complicado.Os acidentes de carro e moto lideraram a lista. O hospital também recebeu vítimas de queimaduras. 18 pessoas não souberam manusear os fogos de artifício do réveillon e foram parar na emergência.Mais da metade dos pacientes atendidos, vieram de outras cidades. Alguns tiveram que voltar.O porquê da superlotação no IJF tem explicação. A falta de desinformação das pessoas acabam prejudicando todo o atendimento. Casos simples que poderiam ser resolvidos nos Gonzaguinhas e Frotinhas, são levadas para o IJF."
Fonte:Texto reproduzido da TV Verdes Mares

ACIDENTES ENVOLVENDO MOTOS LIDERAM OS ATENDIMENTOS NO IJF NO FERIADÃO

"O Instituto José Frota realizou 1.900 atendimentos no feriadão do Natal.Em 2007, segundo balanço divulgado agora à tarde pelo IJF, foram realizados 2.138 atendimentos. Mas,os números revelam que os acidentes de trânsito envolvendo motos continua crescendo. No feriadão do Natal de 2007 foram registradosd 95 atendimentos contra 136 este ano ,de pessoas vitimadas nesses acidentes, o que implica no crescimento de 43% em relação ao ano passado.O número de atendimento de pessoas atropeladas também foi maior em 2008. Enquanto no ano passado, o número de atenidmentos foi 39,neste feriadão foi de 50, o que significa um crescimento de 28%. Os números do IJF também apontam para um crescimento de 128% no atendimentos de vítimas de lesão por arma branca e de 29 por cento nos atendimentos a pessoas feridas por arma de foto.Já na unidade de queimados, houve redução de 7% do número de atendimentos em relação a 2007."
Fonte:Texto reproduzido do Portal Ceará Agora

IJF realiza 832 atendimentos no feriado do Nata

"O maior hospital de urgência e emergência do estado, o IJF, divulgou na manhã desta sexta-feira (26), um balanço parcial com os números do atendimento durante o plantão do Natal. E os dados alertam para o aumento da gravidade dos casos. Das 19h do dia 23 até às 07h de sexta, o hospital realizou 832 atendimentos, 12% a mais do que no ano passado. A maioria dos pacientes, vítimas de agressão física ou acidentes de trânsito."
Fonte:Texto reproduzido do Portal Jangadeiro Online

Os médicos e o SUS, uma relação conflituosa

Prezados Membros,
Para o seu conhecimento e possível comentário, transcrevemos abaixo o artigo de autoria de nosso Presidente, TCBC Edmundo Machado Ferraz, no Jornal "O Estadão", no dia 30 de dezembro de 2008.
Atenciosamente,
Armando de Oliveira e Silva, TCBC
1º Vice-Presidente do CBC
Link para acesso ao site do jornal "O Estadão": http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081230/not_imp300493,0.php

Apesar da evolução do País, é indiscutível a redução da qualidade do atendimento médico em todo o território nacional. Apenas 5% da população utiliza a medicina privada no Brasil. Os outros 145 milhões dependem unicamente do Sistema Único de Saúde (SUS), que é magnificamente planejado, mas não dispõe de recursos orçamentários que financiem a sua atuação.A Organização Mundial de Saúde (OMS) já demonstrou que o investimento público mínimo por habitante é de US$ 500. No Brasil, o setor público gasta 3,5% do produto interno bruto (PIB) com a saúde. Essa quantia equivale a menos de US$ 300 por habitante, bem abaixo do mínimo recomendável.Recentemente, a crise financeira internacional afetou todas as grandes economias mundiais. Para evitar falências bancárias e de outras instituições financeiras medidas econômicas foram elaboradas e executadas com grande rapidez. Surgiu dinheiro para tudo: bancos, montadoras de automóveis, indústria de construção civil, comércio, operações de crédito, junção de empresas, aquisição de eletrodomésticos, operações de socorro financeiro para todos os gostos e peculiaridades. Ninguém falou em dinheiro extra para a saúde e a educação, que nunca foram prioridades, para nenhum governo, desde a época das capitanias hereditárias.O trabalho médico mal remunerado, cada vez mais realizado em condições precárias, a dificuldade de manter o processo de educação continuada em razão do rápido avanço tecnológico, além do acúmulo de novas informações, que complicam e encarecem o exercício profissional do médico, são alguns dos percalços da profissão no País.Assim, o médico e outros profissionais de saúde têm o "privilégio" do duplo emprego e de uma remuneração indigna, que induz o leigo a imaginar que aquela remuneração deveria ser multiplicada por dois e ainda embutida outra fonte de remuneração proveniente do consultório, além de eventuais "bicos" privados, que constituem exceção, e não regra.A realidade salarial dos médicos é muito diferente, pois a maioria deles não consegue o duplo emprego e não tem consultório. Ao contrário, faz uma "ponta" de atendimento em consultório alheio, do tipo uma hora por semana, para não atender ninguém.A maior parte dos profissionais é oriunda de Secretaria estadual ou municipal de Saúde, e não do cargo de médico do Legislativo ou do Judiciário, que ganha melhor, mas representa menos da metade do que ganham os seus respectivos patrões, todos pagos por nós, contribuintes.Os salários dos médicos da rede pública situam-se entre R$ 1.200 e R$ 1.800 por carga de 20 horas semanais. Considerando a teoria do duplo emprego, seria uma renda entre R$ 2.400 e R$ 3.600 por 40 horas semanais.Bem diferente, por exemplo, do cargo, recém-criado, de carcereiro da Polícia Federal, aprovado pelo Congresso Nacional, com salário inicial de R$ 12 mil, no mesmo dia em que a Associação Médica Brasileira (AMB) fazia uma ruidosa e concorrida manifestação no Legislativo federal para solicitar um salário de médico do serviço de R$ 7.500 para um regime de 20 horas semanais e de R$ 15 mil para 40 horas. O salário de carcereiro foi aprovado sem problemas e a proposta da AMB ainda não foi votada em plenário.Podemos concluir, claramente, que o duplo emprego é uma falácia, só prejudica o médico, que ainda é erroneamente rotulado como "vilão" da grande tragédia do mau atendimento prestado à população. É preciso reconhecer, contudo, que precisamos trabalhar num sistema em que possamos ser avaliados em presença, eficiência e qualidade de atendimento.Médico e educador são profissionais de carreira de Estado, concebida como tal, contratados em cargo único, no regime de CLT, com salário digno, em horário integral - horário que possa ser ajustado entre plantão ou complementação ou diário contínuo e sem o pretenso "guarda-chuva" de uma estabilidade do servidor público que muito beneficia os que nada fazem.E o valor do salário? O salário é o que a AMB preconiza e que pode ser negociado por meio de um plano de cargos e salários para que possa ser atingido de acordo com entendimento mútuo.Greve de médico é inadmissível no serviço público, mas não a luta pela dignidade no trabalho e por condições adequadas de atendimento do usuário do SUS. A vida não tem preço, mas a medicina tem custo e o governo precisa arcar com sua responsabilidade. A população não pode pagar o preço de não ter alternativa de tratamento.A grande maioria dos hospitais públicos não possui orçamento e o que arrecada do SUS, com suas tabelas irrisórias, não paga o custo do serviço prestado, o que constitui perfeita receita de insolvência.O problema, contudo, não é apenas de recursos, mas também de gestão profissional. O que se faz é administrar a escassez, a falta de planejamento e de competência e as limitações do serviço público tradicional, engessado, sem criatividade e dotado de uma fiscalização ineficiente e sem agilidade. Hoje existem outros modelos de gestão pública eficientes, já testados, porém solenemente ignorados.O diálogo, portanto, precisa ser estabelecido. É inadiável. O atendimento médico não pode ser improvisado. Necessita de planejamento e execução profissional e de novos modelos de gestão pública para que possa atingir o seu objetivo, que é a melhoria do atendimento de saúde de nossa sofrida população, que nada tem que ver com essa discussão entre médicos, que lutam pela restauração de sua dignidade e condições mínimas adequadas de atendimento, e os governos atuais, que herdaram o produto do descaso acumulado por sucessivas administrações.
Edmundo Machado Ferraz é presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

sábado, 20 de dezembro de 2008

Saúde investe R$ 6 milhões para implantar quatro UPAs no Ceará

As unidades vão funcionar 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana, com objetivo de acabar com a superlotação de hospitais e reduzir as filas para atendimento

O Ministério da Saúde vai investir R$ 6 milhões para a construção de quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no Ceará. As unidades serão construídas nos municípios de Caucaia, Sobral, Maracanaú e Cascavel. A medida visa a melhorar a gestão das urgências e emergências no estado. No total, o Ministério da Saúde investirá R$ 193 milhões na construção de 126 unidades em todo o país. A proposta das UPAs é prestar atendimento emergencial de baixa e média complexidade 24 horas por dia aos portadores de quadro clínico agudo e atender às diversas demandas da população, especialmente à noite e aos fins de semana, quando a rede básica e o Programa Saúde da Família não funcionam. As unidades recebem a população e avaliam cada situação. Os pacientes podem ser tratados e liberados, permanecer em observação por até 48 horas ou ser removidos para um hospital, em casos de natureza cirúrgica ou trauma. Nestes casos, as UPAs fazem o primeiro atendimento, a estabilização e o diagnóstico que vai definir a necessidade de encaminhar o paciente para uma unidade hospitalar. A implantação das novas UPAs vai privilegiar regiões metropolitanas com, no mínimo, 50 mil habitantes, locais onde existe uma Rede SAMU implantada, municípios onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é baixo e o atendimento hospitalar é precário.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Norma proíbe brindes para médicos

Além de limites para peças publicitárias, a norma regulamenta a relação entre médicos, indústria farmacêutica, farmácias e pacientes
As regras para a propaganda de medicamentos ficarão mais rígidas dentro de seis meses, quando entra em vigor resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além de limites para peças publicitárias, a norma regulamenta a relação entre médicos, indústria farmacêutica, farmácias e pacientes: brindes não serão mais permitidos, profissionais não poderão receber financiamentos para participar de eventos e congressos como recompensa por prescreverem determinados produtos. Patrocínio de eventos científicos está liberado, desde que a Anvisa seja previamente comunicada. A expectativa é de redução do abuso de medicamentos e de acidentes provocados pelo uso incorreto de drogas. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Toxicológicas, a cada 42 minutos uma pessoa é intoxicada por remédios no País. "Esperamos que críticos não venham afirmar que as regras afetam a liberdade de opinião", afirmou ontem o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A propaganda na TV sofrerá alterações. Atores, por exemplo, não poderão "recomendar" o uso de determinadas drogas. O diretor do Conselho Federal de Medicina, Roberto D'Ávila, aprovou as alterações. "Havia muitos abusos. Médicos gratificados com viagens pela prescrição de medicamentos, distribuição de três cápsulas de determinada droga como amostra grátis para obrigar o paciente a comprar o medicamento evitando, assim, a opção pelo genérico".
Agência Estado

Banco de Sangue do IJF solicita doadores

O IJF realiza entre 500 a 600 transfusões por mês, sendo a emergência, UTI e centro cirúrgico os setores que mais requisitam este serviço

O Instituto Dr. José Frota (IJF) solicita doadores de sangue para ajudar a atender a demanda dos feriados de Natal e Ano Novo. O Banco de Sangue do IJF é um serviço de apoio, que prepara e administra todas as transfusões solicitadas pelos setores clínicos do hospital. Em parceria com o HEMOCE, o Banco armazena o sangue, faz as provas de compatibilidade e as aplicações. O IJF realiza entre 500 a 600 transfusões por mês, sendo a emergência, UTI e centro cirúrgico os setores que mais requisitam este serviço. O Banco de Sangue do IJF possui um serviço transfusional pronto para atender a demanda de usuários. Mesmo assim, períodos próximos a feriados requerem uma maior atenção por causa do aumento da demanda, especialmente no Natal. Além de ajudar a salvar vidas, o doador faz uma bateria de exames e recebe alguns benefícios. O IJF possui um posto fixo de coleta de sangue, sendo o único na capital que funciona de domingo a domingo, no horário de 13h30m às 17h45m.
Para ser um doador é necessário:
- Ter entre 18 e 65 anos;
- Pesar mais de 50 quilos;
- Trazer um documento oficial com foto;
- Estar bem alimentado.